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não precisa de internet boa

É a dúvida mais comum e a resposta é melhor do que parece: o que se manda do telemóvel é texto, e texto passa em qualquer sinal. O que pesa é outra coisa.

Vale separar duas coisas que costumam ser confundidas:

  • Alterar conteúdo é leve. Um preço, uma linha, ativar ou desativar uma peça: são poucos kilobytes e chegam mesmo com uma barra de sinal. Isso é o que se faz todo dia.
  • Subir ficheiro é pesado. Uma foto tirada agora passa sem problema; um vídeo longo por dados móveis demora e consome. Se for vídeo, vale esperar o wi-fi — não porque não funcione, mas porque não compensa.
  • E o ecrã não depende do seu telemóvel. Ela recebe pela própria conexão do local. Se o seu 4G está ruim mas o wi-fi da loja funciona, o ecrã continua a atualizar normalmente.

O caso que realmente atrapalha é o inverso e é bom saber antes: se cai a internet do local, o ecrã continua a mostrar o último conteúdo carregado e volta a sincronizar sozinha quando a conexão retorna. Ela não fica preta, mas também não recebe a alteração até lá.

A regra prática: texto, sempre; vídeo, no wi-fi. Com isso, o telemóvel resolve o dia a dia inteiro mesmo em lugar com sinal irregular, que é exatamente onde o computador nunca esteve à mão.

Em muitos negócios não existe um computador
e isso não é uma fase, é como a coisa funciona

Boa parte do comércio de rua é administrado inteiramente pelo telemóvel: o contacto com o fornecedor, o pagamento, a rede social, a foto do produto. Não existe uma máquina numa sala dos fundos esperando para ser usada, e qualquer ferramenta que dependa de uma «configuração inicial no computador» simplesmente não chega a ser instalada.

Isso muda o que conta como funcional, em três pontos concretos:

  • A instalação também tem que ser pelo telemóvel. Não adianta editar pelo telefone se, para começar, é preciso pedir o notebook emprestado para alguém. O dia difícil é o primeiro, não o centésimo.
  • Os ficheiros moram no telefone. A foto do produto, o menu em imagem, o logo que o designer mandou pelo aplicativo — está tudo ali. Se para subir uma imagem ela tiver que passar por um computador, ela não sobe.
  • A ajuda tem que caber num ecrã pequeno. Um tutorial pensado para monitor, com menus laterais e várias janelas, é ilegível justamente para quem mais precisa dele.

Existe uma consequência que costuma passar despercebida e é a mais cara: quem não tem computador não é quem vende menos. Com frequência é um negócio com bastante movimento e pouco tempo administrativo — ou seja, exatamente o perfil para quem um ecrã na montra faz diferença. Tratar isso como caso menor é confundir o equipamento com o tamanho.

A verificação é simples e vale a pena fazer antes de contratar qualquer coisa: percorra o caminho inteiro com o telefone na mão, do zero até a primeira coisa aparecer no ecrã. Se em algum passo aparecer «faça isto no computador», tu já sabes como vai ser o resto.

Antes de decidir, pegue o seu telemóvel e veja se consegue chegar até o fim sozinho, sem pedir nada a ninguém. Esse teste responde mais do que qualquer lista de recursos.

A arte quase nunca nasce no telemóvel
ela chega pelo WhatsApp — e é ali que ela perde qualidade

A promoção que o fornecedor mandou, o logo que o designer fez, a arte que a franqueadora enviou, a foto do prato que o primo tirou: no comércio de rua tudo isso chega pelo mesmo lugar. É prático, e tem uma armadilha que só aparece depois — no ecrã, não no telefone.

O aplicativo comprime o que é enviado como foto: reduz o tamanho e recomprime a imagem para ela viajar leve. Num ecrã de seis polegadas a diferença não se vê. Numa TV de 43 polegadas, a três metros, ela aparece inteira — o contorno sujo nas letras, os quadradinhos no fundo liso, a logo com a borda serrilhada. E não há como desfazer: o que chegou comprimido chegou comprimido.

São três formas de perder o ficheiro bom, e as três acontecem antes de ti tocar em qualquer coisa:

  • Enviado como foto e não como documento. A correção custa dez segundos e é de quem manda, não de quem publica: clipe → Documento → o ficheiro. Vale pedir na primeira vez, porque pedir de novo depois quase ninguém pede.
  • O print de ecrã. Muita arte chega como print do feed ou do story. Aí já vem recomprimida duas vezes e com as bordas do aplicativo dentro da imagem. O print serve para combinar o que vai ser feito, não para ir para o ecrã.
  • O que a galeria salvou sozinha. Se o aplicativo salvou automaticamente, o que está no seu telefone já é a cópia comprimida. A versão boa não está mais ali — está com quem mandou, e só se recupera pedindo.

Isso não é um detalhe de designer. É a diferença entre um ecrã que parece caro e um ecrã que parece uma foto de telemóvel ampliada, e o cliente no passeio percebe a segunda em meio segundo sem saber dizer por quê. A qualidade do que aparece no ecrã é decidida por quem envia o ficheiro, não por quem o publica — e é a única parte do processo que o telemóvel não conserta depois.

Quem manda a arte quase nunca vê o ecrã. O designer entrega pelo aplicativo, a franqueadora entrega no grupo, o fornecedor manda a promoção de outra cidade — e nenhum dos três vai passar no passeio às sete da noite para ver como aquilo ficou. Essa é a razão de a combinação ter que ser feita uma vez, por escrito, com quem envia: quem tem o ficheiro bom é quem não tem o problema.

Se tu quiseres conferir sem acreditar em ninguém, o material já está no teu telefone: pegue uma arte que alguém te mandou este mês e a mesma arte pedida como documento, e deixe as duas no ecrã uma atrás da outra durante um expediente. Não olhe do balcão — olhe de onde olha quem passa.

Perguntas
frequentes

Não. Digisini funciona no navegador do telemóvel — tu vais em app.digisini.com e pronto. Sem updates Play Store.
Sim. O painel funciona igual no telemóvel e no computador. Multi-ecrã, multi-loja, do bolso.
Sim. Qualquer navegador moderno: Safari, Chrome, Firefox. Sem instalação.
Não. Cancele quando quiser sem penalidades.
Consegue, porque alterar conteúdo é texto e passa com uma barra de sinal: um preço, uma linha, ativar ou desativar uma peça são poucos kilobytes. O que pesa é subir ficheiro — uma foto passa tranquila, um vídeo longo por dados móveis demora e consome, e aí vale esperar o wi-fi.
O ecrã continua a mostrar o último conteúdo carregado e volta a sincronizar sozinha quando a conexão retorna — ela não fica preta. O que não acontece nesse período é receber a alteração, então o que tu mandares do telemóvel entra assim que o local voltar a ficar conectado.

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