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Os números de ROI daqui
assumem coisas sobre o teu negócio

Nenhuma delas é escondida, mas também não aparece no título. Vale conhecer as três antes de usar qualquer cálculo destes para decidir.

Assumem euros. A calculadora de ROI e a análise trabalham na moeda em que a assinatura é cobrada. Quem fatura em reais tem duas variáveis a mais — o câmbio e o custo do aparelho importado — e as duas mexem no resultado mais do que o preço do software.

Assumem horário de comércio. A conta parte de um ecrã ligado entre dez e doze horas por dia. Num posto ou numa farmácia de plantão isso dobra, e o que dobra junto é o consumo de energia, não a mensalidade. É a parcela que costuma faltar na folha de cálculo de quem faz a conta sozinho.

Assumem que alguém troca o conteúdo. Todo retorno calculado aqui pressupõe um ecrã que muda. Um ecrã parado há três meses tem retorno zero por melhor que seja o cálculo, e é o cenário mais comum de todos.

Sobre o caso do restaurante vale o mesmo aviso, e é importante: é um estabelecimento, não uma amostra. Serve para ver como a medição foi feita — o que foi comparado com o quê, durante quanto tempo — e não para esperar o mesmo número.

A forma honesta de usar estes artigos é pegar o método e trocar os teus próprios números. É por isso que a calculadora existe separada da análise: a análise explica de onde vem cada linha, a calculadora deixa tu mexeres em todas.

Quase todos os exemplos daqui
são de comércio de rua, e isso muda o que serve para ti

Padaria, oficina, clínica pequena, bar. É de onde vêm os casos porque é de onde vêm as perguntas, mas quem lê de dentro de um shopping, de um escritório ou de uma rede com dez pontos está a ler conselhos calibrados para outra situação. Vale saber o que muda antes de aplicar.

Três diferenças que invertem a recomendação:

  • Quem passa não é quem entra. Na rua o público é o bairro; num shopping é quem já estava lá dentro por outro motivo. O conteúdo que funciona lá dentro é o que interrompe, não o que informa.
  • O horário não é teu. Em shopping e em galeria o horário é o do prédio, e boa parte dos textos daqui usa o horário como principal conteúdo. Nesse caso ele não é notícia nenhuma.
  • Com vários pontos, o problema deixa de ser o conteúdo. Passa a ser quem decide e como não acabar com dez ecrãs iguais em dez ruas diferentes — que é um problema de organização, não de ecrã.

O que atravessa os três casos, e por isso está em quase todos os textos, é a diferença entre a informação que muda e a que não muda. Essa parte vale igual na rua, no shopping e numa rede: o que fica meses parado pertence a um cartaz, e só o que muda justifica o ecrã.

Existe um caso que não aparece quase nunca aqui e é bom dizer: quem não tem montra. Consultório em andar alto, prestador que atende com hora marcada, negócio que vive de indicação. O ecrã ali não fala com quem passa, fala com quem já está a esperar — e isso é praticamente o oposto de tudo o que se escreve sobre montra.

Antes de aplicar qualquer coisa daqui, responde a uma pergunta: as pessoas que vão ler o teu ecrã já decidiram entrar? Se já decidiram, metade destes artigos não é para ti — e a outra metade fica mais fácil.

Três buracos
que estão vazios de propósito

Um índice percebe-se melhor pelo que falta do que pelo que lá está, sobretudo quando o que falta seria fácil de escrever.

Não há listas de «vinte ideias de conteúdo para o teu ecrã». Escrevem-se numa tarde, posicionam bem e não servem a ninguém para decidir nada. Essa lista pode fazê-la qualquer pessoa sem conhecer um único negócio; o que daqui ninguém pode fazer é saber o que funciona na tua rua, à tua hora e com os teus clientes. Publicá-la seria ocupar espaço com uma coisa que sabes melhor do que nós.

Também não há o artigo que compara toda a gente e que ganhamos nós. Sabíamos escrevê-lo e vendia, e é exatamente por isso que não está cá. As comparações que existem estão escritas de maneira a que possas ficar onde estás — com as situações em que mudar não compensa ditas pelo nome e no mesmo corpo de letra. Verifica-se a ler, e uma coisa destas não se verifica de outra forma.

E falta aquilo que ainda não sabemos o suficiente para escrever. Há temas de que não temos casos que cheguem, e o que sairia seria uma opinião vestida de guia. Preferimos o buraco: um blogue que cobre tudo é um blogue que a certa altura começou a escrever sem saber, e de fora não há maneira de perceber que parágrafos são esses. Se te faz falta uma coisa concreta, perguntá-la serve mais do que ler aquilo que teríamos escrito para encher.

Com franqueza: isto também é uma decisão comercial e não só higiene. Um blogue mais curto e sem enchimento posiciona-se pior a curto prazo, e assumimo-lo porque quem chega aqui com uma pergunta concreta percebe depressa qual das duas coisas está a ler.

Perguntas
frequentes

Para ajudar PMEs a entender setor antes de decidir. Se ler nossos artigos e escolher outro fornecedor, perfeito — tera tomado decisão informada. Melhor que cliente capturado por hype.
Sem cronograma rigido. Publicamos quando temos algo realmente útil. Qualidade sobre quantidade.
Não. Se quer saber quando ha novo, volta de vez em quando ou assine RSS (em breve).
Se tem experiência real do setor e algo útil a aportar, escreve. Sem links patrocinados nem conteúdo promo disfarcado.
O método serve, os números precisam de ajuste. A assinatura é cobrada em euros e o aparelho costuma chegar com imposto de importação, então essas duas linhas mudam bastante. A calculadora deixa trocar todos os valores justamente por isso, em vez de entregar um resultado fechado.
Quando o dado muda, e não numa data fixa. Comparativos com outros produtos são revistos quando aquele produto altera preço ou limites de plano, e cada artigo indica a data da última verificação. Os textos de método mudam pouco, porque o critério não depende do ano.

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