Sua montra digital
vende às 23:00
A Bianca, gerente da Boutique Sol em Belo Horizonte, troca o produto-destaque da montra digital pelo telemóvel tomando um café. O ecrã da montra mostra "MOCHILA URBANA NATURA · R$ 199 (antes R$ 299) · stock 4". Às 23:00 com a loja fechada, ela segue a girar o catálogo de amanhã pegando quem passa à noite. Sem gráfica, sem agência.
Primeiro ecrã grátis para sempre · Sem cartão · 5 min no ar
SÓ HOJE · 4 NO Stock
Mochila Urbana Natura · R$ 199 (antes R$ 299)
O que sua rua vê
desde o primeiro dia
Montra, balcão, provador, caixa. Cada ecrã com o próprio roteiro, todas de um painel.
Montra digital 24/7
"MOCHILA URBANA · R$ 199 (antes R$ 299) · stock 4 · Hoje -30%". Foto editorial HD + preço atualizado + stock real. Fica ligada depois do fechamento para pegar quem passa à noite.
Look do dia · inspiração
Combina peça + acessório + bolsa numa composição editorial: "TOTAL LOOK PRIMAVERA · vestido R$ 299 + sandália R$ 199 + lenço de seda R$ 79". Cross-sell passivo sem a vendedora ter que sugerir.
Flash com contagem regressiva
"SÓ HOJE ATÉ 14:00 · -30% em casacos". Cronômetro grande, dispara FOMO em horário vazio. Às 14:01 volta ao preço normal sozinho. Sem reimprimir cartazinho.
Provador inteligente
Ecrã dentro do provador girando "Com essa camisa · essa gravata · esses sapatos" e novidades da temporada. Sobe o ticket médio sem pressão da vendedora.
Multi-loja + permissões
Campanha de marca global da matriz + ofertas locais por loja (desconto em casacos só na unidade de SP). Cada gerente edita só o ecrã dela via sub-conta limitada.
Override "fechamos antes" / fim de stock
"FECHAMOS HOJE ÀS 18:00 · equipa reduzida", "ÚLTIMAS UNIDADES TAM M", evacuação. Um botão força a mensagem em todos os ecrãs e volta ao normal ao desativar.
Montra 9 € · Multi-loja
a partir de 59 €
Boutique de bairro (1 montra digital + balcão): plano Starter 9 €/mês. Loja média (montra + provador + balcão com look do dia): plano Pro 19 €. Multi-loja (3-10 unidades com permissões por gerente): plano Business 59 €. Rede (10-50 lojas, campanhas centrais + locais): plano Network 199 €.
Sem cartão · Cancele quando quiser · Ver todos os planos
As perguntas que fazem vender
não são as que acabam num anúncio
Os exemplos para comércio mostram quase sempre promoções. Na loja a sério, a diferença fazem-na três ou quatro informações banais que ninguém tem tempo de repetir vinte vezes por dia.
No Brasil, o parcelamento é a informação principal
Numa vitrina brasileira o número que decide raramente é o preço à vista: é em quantas vezes se pode pagar e se tem juros. E isso não se anuncia como se quer — quando há mais do que uma forma de pagamento, o preço à vista e o valor total a prazo têm de estar claros, porque um «12x» sozinho esconde exatamente aquilo que o cliente precisa de comparar. Num ecrã isto resolve-se bem, e melhor do que numa etiqueta: cabe o valor da parcela, o total e a condição, sem letra pequena.
Em Portugal, o desconto tem de mostrar de onde vem
Anunciar uma redução implica poder indicar o preço anterior, e é aí que a facilidade do ecrã se vira contra quem o usa: mudar o preço leva dez segundos e a referência do preço antigo desaparece com ele. Se a promoção acabou ao domingo, o ecrã tem de mostrar outra coisa na segunda, senão continua a valer o que está escrito. Uma promoção programada com data de início e de fim resolve as duas coisas sem depender de quem se lembra.
Quando não há ninguém no corredor
As perguntas que seguram uma venda são miudezas: se há aquele tamanho, quanto demora uma encomenda, se dá para pagar com cartão em valores pequenos, como funciona a troca. Com a equipa presa à caixa essas perguntas não chegam a ser feitas, e o cliente sai sem resposta e sem compra. Um ecrã colocado onde já se espera — a fila, o provador, o balcão — responde às três mais frequentes de forma contínua e liberta quem lá trabalha para as que merecem mesmo conversa.
Um ecrã só vai para dentro
A montra funciona se passar gente à frente, e em muitas ruas já não passa como há dez anos. O ecrã não muda esse número: muda quanto rende cada pessoa que entra de qualquer forma. Por isso, se o orçamento chega para um aparelho, ele vai onde as pessoas já estão paradas e a olhar para alguma coisa por obrigação. A montra vem depois, quando o primeiro já provou que serve.

Se a prateleira diz menos do que a caixa
o preço que vale é o da prateleira
Vale no Brasil e vale em Portugal, com formulações diferentes e com o mesmo resultado prático: quem anuncia fica preso ao que anunciou. É por isso que uma loja com etiqueta, folheto e ecrã não tem três canais — tem três oportunidades de se contradizer, e a mais barata das três é sempre a que o cliente aponta com o dedo.
E a divergência quase nunca nasce de má-fé: nasce de horários. A promoção começa às zero horas no sistema, o folheto foi impresso na semana passada, a etiqueta muda quando alguém passa pelo corredor com a pistola e o ecrã muda quando alguém se lembra. Basta uma hora de desencontro numa manhã de sábado para haver duas dezenas de clientes a ver dois números diferentes do mesmo artigo. Ninguém decidiu nada; simplesmente cada suporte tem o seu próprio relógio.
A regra prática, então, não é «pôr o preço em todo o lado»: é decidir qual manda. Se o ecrã é a fonte, a etiqueta segue-o e não o contrário; se as etiquetas mandam, o ecrã não mostra preços de artigos individuais e passa a mostrar aquilo que a etiqueta não consegue — o que está em campanha esta semana, até quando, e o que se leva a mais por levar dois. Um ecrã que repete o que já está na prateleira acrescenta risco sem acrescentar informação nenhuma.
Há um segundo caso que apanha muita gente e que também é uma questão de relógio: a promoção que acaba. O sistema deixa de aplicar o desconto à meia-noite e o cartaz continua pendurado na segunda-feira de manhã. Do ponto de vista de quem entra às nove, a loja está a anunciar um preço que não pratica — e a discussão que se segue na caixa não é sobre dois euros, é sobre confiança. É por isso que a hora de fim se marca ao criar a campanha e não depois: o depois é sempre uma terça-feira em que ninguém tem tempo.
E vale a pena escrever o critério antes de precisar dele. Uma linha que diga que, havendo diferença, se pratica o preço mais baixo dos dois, resolve na hora aquilo que de outra forma depende de quem está na caixa e do humor com que está. Custa uma frase, evita a única discussão que os outros clientes da fila ouvem sempre por inteiro, e diz de si própria mais do que qualquer campanha de simpatia afixada à entrada.
Com toda a franqueza: nós mostramos o que carregas e não lemos o teu sistema de preços. O que se aplica ao teu caso — e é diferente de um lado e do outro do Atlântico — verifica-se com o teu jurídico, com o Procon ou com a autoridade de defesa do consumidor. O ponto aqui é só que acrescentar um ecrã acrescenta um sítio onde o preço pode divergir, e que isso se resolve decidindo qual dos suportes manda, não pondo o mesmo número em todos.
O que as gerentes de boutique
mais nos perguntam
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