Por Equipa Digisini · Estudo de caso · 18 maio 2026 · 14 min de leitura

TL;DR — 60 segundos

Restaurante italiano 38 lugares em Pinheiros (São Paulo) instala Digisini em Fire TV Stick 4K Max (R$ 1.800 hardware + 9 €/mês). Em 6 meses: ticket médio +8,3% (R$ 140 → R$ 151,62), bebidas +14%, sobremesas +22%. Investimento amortizado em mês 1. Net acumulado mês 6: +R$ 12.000. Metodologia: A/B alternando ecrã ON/OFF por semana, dados POS Stone anonimizados, 4 pratos do dia rotativos com fotos profissionais. Pegou: foto que abre o apetite a ecrã inteiro 8 segundos, pouquíssimo texto, volta de 90. Não pegou: o QR (zero leituras) e o happy hour (efeito nenhum).

Contexto do restaurante

Perfil: trattoria italiana independente, bairro Pinheiros São Paulo, 38 lugares interior + 16 passeio, aberto 12h-23h exceto segunda, ticket médio R$ 140 pré-Digisini, clientela 60% locais (escritórios bairro) + 40% turistas + ocasionais.

Equipa: dois sócios (um na cozinha, outro na sala), cinco na mesa, três cozinheiros e um chapeiro. Sem marketing dedicado, sem CM. Instagram pela sócia 1h/semana.

Stack tech antes: POS Stone Mais, pagamento Stone + iFood. Reservas WhatsApp + iFood Mesa. Quadro giz para pratos do dia. O menu era plastificado e mudava duas ou três vezes por ano. Nenhuma ecrã na sala.

O que os fez mexer: dezoito meses de ticket médio parado, mesmo depois de terem posto mais lugares. Sócios cansados de reescrever quadro. Na sala, o prato do dia às vezes ficava por dizer. A ideia era passar a digital para deixar de ter duas cartas diferentes.

Objetivos iniciais

  1. Subir o ticket médio 5% em seis meses — meta curta de propósito, combinada com o contabilista antes de gastar um real.
  2. Tirar da sala a tarefa de recitar o prato do dia duzentas vezes por serviço.
  3. Perceber se o ecrã estragava o ambiente, que era o medo real.
  4. Orçamento hardware + assinatura: máx R$ 250/mês recorrente.

Setup técnico instalado

ComponenteEscolheCustoPor quê
EcrãTV Samsung 43" 4K UHDR$ 1.500Black Friday na Worten, 43" suficiente para sala 38 lugares
PlayerFire TV Stick 4K MaxR$ 250Compatibilidade Digisini, simples, robusto
Suporte paredeVesa 100×100 inclinávelR$ 130Permite inclinação 15° para mesas
SoftwareDigisini plano Starter9 €/mês1 ecrã, multilíngue, gestão mobile
Fotos pratosFotógrafo localR$ 1.000/sessão2 sessões em 6 meses = 30 fotos para o
Wi-FiModem existente restauranteR$ 0Sem instalação de rede dedicada

Total investimento inicial: R$ 1.880 + 9 €/mês recorrente. Montou-a um dos sócios numa terça de manhã, antes de abrir, em 45 minutos.

Estratégia de conteúdo escolhida

Duas semanas de tentativa e erro bastaram para fixar a fórmula:

A regra que se impôs: nada de parágrafos, nada de QR, nada de pedir seguidores. Foto, nome e preço, e mais nada. Quatro semanas de QR no ecrã, no segundo mês: zero leituras.

Mês a mês

Mês 0 — Montagem (semana 1)

Quarenta e cinco minutos de instalação. Conta criada e as primeiras doze fotos subidas do telemóvel, à espera do fotógrafo. No primeiro serviço com o ecrã ligado, quem comentou foi a equipa de sala; da parte dos clientes, nem uma queixa.

Mês 1 — A aprender

As fotos profissionais só chegaram na segunda semana. Ticket médio +2,8% (R$ 140 → R$ 143,92). A surpresa foi o vinho a copo: +9%, arrastado pelos cocktails à vista.

Mês 2 — O que se tirou

Entrou um slide com QR do Instagram e saiu quatro semanas depois: ninguém o leu, nem uma vez. O happy hour das 17h às 19h não mexeu nada: a essa hora o turista ainda não chegou. Ticket médio estabilizou +3,1%.

Mês 3 — Otimização ciclo

O ciclo desceu de 120 para 90 segundos: menos texto por slide e, sobretudo, mais voltas por cada cliente sentado. Ticket médio +6%. Bebidas +13%. Sobremesas +18%.

Mês 4 — A/B test ON/OFF

Uma semana com ecrã e outra sem, durante oito, para separar o efeito do ecrã do da época do ano. Semanas OFF: ticket médio desce para R$ 142,5. Semanas ON: R$ 150,5. Delta líquido: +R$ 8/lugar.

Mês 5 — Adaptação estação

Entram as fotos de calor paulista: saladas, melão com presunto, espumante gelado. A burrata com tomate de variedades antigas, fotografada, vendeu 40% mais . Ticket médio +7,4%.

Mês 6 — Estabilização

Ticket médio R$ 151,62 (+8,3% vs base R$ 140). Bebidas +14%. Sobremesas +22%. Net acumulado depois hardware + assinatura: +R$ 12.000. Ficou decidido pôr um segundo ecrã na calçada a partir do sétimo mês.

Números detalhados (POS Stone anonimizado)

MétricaAntes DigisiniMês 6 com DigisiniDelta
Ticket médioR$ 140,00R$ 151,62+8,3%
Lugares/dia médios6264+3,2% (efeito sazonal neutro)
Vendas bebidas (% receita)22%25%+14% volume
Vendas sobremesas (% receita)11%14%+22% volume
Vinho em taça vendido185/sem211/sem+14%
Pratos do dia vs menu fixo32% pedidos47% pedidos+47%
Margem bruta estimada66%67,5%+1,5pp (mix shift)

Metodologia A/B

Para distinguir efeito Digisini vs efeito sazonal ou outros fatores, conduzimos um teste A/B em 8 semanas mês 4-5:

SemanaEstadoTicket médioBebidas %
1ONR$ 150,5025%
2OFFR$ 142,0022%
3ONR$ 151,2526%
4OFFR$ 142,7522%
5ONR$ 149,7525%
6OFFR$ 143,2523%
7ONR$ 151,5026%
8OFFR$ 142,0022%
Médias ONONR$ 150,7525,5%
Médias OFFOFFR$ 142,5022,3%
Delta líquido+R$ 8,25+3,2pp
Validação estatística: p-value < 0.05 sobre ticket médio (t-test pareado nas 8 semanas). A diferença resiste ao teste: não é ruído da amostra.

O que deu certo mesmo

  1. A foto a ocupar o ecrã todo, e com fome à vista. Texto mínimo, foto ocupa 80% do ecrã. Luz natural, sem flash.
  2. Pratos do dia ROTATIVOS. 4 pratos que giram. Nem mais, nem menos. Mais de 6 = saturação visual.
  3. Ciclo 90 segundos. Dá para cada mesa passar os olhos por toda a carta seis ou oito vezes durante o jantar.
  4. Atualização semanal. O sócio troca as fotos ao domingo à noite, do telemóvel, em cinco minutos. Efeito "novidade" mantém atenção.
  5. Bebidas signature visíveis. A taça de prosecco e o Negroni Sbagliato puxam um pelo outro: quem vê, pede.
  6. Sobremesas em close-up. Tiramisu, panna cotta, torta do dia. Efeito mais mensurável (+22%).

O que falhou

Sem maquilhagem, o que não deu certo:
  • QR codes "Segue no Instagram": 0 scans em 4 semanas. À mesa ninguém pega no telemóvel para ler um código. Retirado.
  • Promo "Happy Hour 17h-19h": o turista ainda não chegou a essa hora e o pessoal dos escritórios em volta não decide por preço. Efeito nulo.
  • Slides com parágrafo, do género «a nossa história desde 2019»: ninguém os lê. Substituídos por foto da cozinha em ação.
  • Com nove slides no ciclo ninguém chegava a ver o mesmo prato duas vezes; seis é o tecto. Reduzido para sete.
  • Vídeos: um plano da cozinha a empratar puxava a atenção toda e ouviu-se mais de uma vez que «mexe demais». Retirado.
  • O ecrã ofuscava à noite: o brilho automático ficou a 60% e o problema acabou aí.

Custos e ROI calculado

PeríodoCusto acumuladoReceita adicionalNet acumulado
Mês 0 (setup)-R$ 1.880R$ 0-R$ 1.880
Mês 1-R$ 1.925+R$ 2.000+R$ 75
Mês 2-R$ 1.970+R$ 4.250+R$ 2.280
Mês 3-R$ 2.015+R$ 6.750+R$ 4.735
Mês 4-R$ 3.060*+R$ 9.250+R$ 6.190
Mês 5-R$ 3.105+R$ 12.000+R$ 8.895
Mês 6-R$ 4.150**+R$ 16.000+R$ 11.850

* +R$ 1.000 sessão foto 2. ** +R$ 1.000 sessão foto 3 + R$ 45 assinatura mensal.

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Como replicar este caso

O método completo — que perfil de restaurante, quanto investir, que fotografia, como se monta o A/B e onde este tipo de estudo deixa de valer — está contado por extenso no caso português, e é o mesmo dos dois lados do Atlântico: caso real em Portugal, passo a passo. O que esta página acrescenta são os números de São Paulo: o ticket em reais, o hardware comprado lá e um A/B de oito semanas com o POS da casa.

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